quinta-feira, 24 de julho de 2014

HOMENAGEM ESPÍRITA A ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO, LEONTINA VALERIANO PATELLI E LINO PATELLI




HOMENAGEM ESPÍRITA A
ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO,
LEONTINA VALERIANO PATELLI,
E LINO PATELLI:
PIONEIROS DO ESPIRITISMO EM MOGI MIRIM.

Artigo escrito por Geziel Andrade, com base em informações históricas de Jane Longato Urbine, Risoleta Ladeira Andrade, Eurípedes Patelli e Grupo Patelli na Internet.

1 – A PRÓSPERA CIDADE DE MOGI MIRIM
A prosperidade econômica, política e social de Mogi Mirim, uma das mais importantes cidades do Estado de São Paulo desde 1849, está muito bem documentada no excelente e emocionante livro “Coronel Leitão: 200 anos de História”, de autoria de Jane Longato Urbine, e edição da Editora Setembro, de Holambra -SP, 2012.

Esse notável livro destaca inúmeras personalidades a partir de Antonio Joaquim de Freitas Leitão, o Coronel Leitão, nascido em Mogi Mirim em 13 de junho de 1816, filho de João de Freitas Leitão e Mariana Gomes Leitão, uma modesta família portuguesa.

Coronel Leitão foi um dos maiores acionistas da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, fundada em 1872 e inaugurada em 1875, dando grande impulso ao desenvolvimento físico e econômico de Mogi Mirim, por beneficiar a expansão da lavoura cafeeira existente na cidade e por atrair para a localidade personalidades públicas, empresários, comerciantes e artistas importantes.

 Coronel Leitão faleceu em 12 de abril de 1887, aos 71 anos de idade, deixando um grande legado econômico, político, social, cultural e filosófico.

2 – LUIZ TIBÚRCIO VALERIANO E EUGÊNIA BRASÍLIA VALERIANO

Luiz Tibúrcio Valeriano, nascido em Mogi Mirim em 14 de abril de 1848, e Eugênia Brasília, nascida em Mogi Mirim em 03 de fevereiro de 1858, foram filhos adotivos do Coronel Leitão e de sua esposa Leontina Gomes de Oliveira, pois o casal não teve filhos.

Em 25 de outubro de 1873, Luiz Tibúrcio Valeriano e Eugênia Brasília uniram-se em matrimônio, tendo o casal recebido terras do Coronel Leitão para o início da vida de casados.

O casal teve oito filhos: Júlia, Antonieta, Isaac Tibúrcio Valeriano, Leontina Valeriano, Ismael, Luiz, Horminda e Lucília, os quais receberam de seus pais exemplos de trabalho, bondade, responsabilidade, honestidade e religiosidade.

Luiz Tibúrcio Valeriano faleceu em 18 de setembro de 1915, deixando viúva Eugênica Brasília Valeriano, que faleceu em 18 de junho de 1944.

Quando adultos, os filhos Isaac Tibúrcio Valeriano e Leontina Valeriano tornaram-se importantes pioneiros do Espiritismo em Mogi Mirim, como veremos a seguir.

3 - ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO

Isaac Tibúrcio Valeriano foi o terceiro filho do casal Eugênia Brasília e Luiz Tibúrcio Valeriano.

Casou-se com Albertina Marreiros Valeriano, com quem teve nove filhos: Eugênia, Edson, Isaac, Luiz, Darcy, Wilma, Clóvis, Haidê e Cláudio.

VEJA FOTO 1 PUBLICADA ACIMA

Isaac Tibúrcio Valeriano foi dentista, mestre de agricultura do Instituto de Menores e colaborador do Instituto Butantã na captura e envio de cobras para a elaboração de soros e vacinas.  No porão de sua casa na Rua Treze de Maio guardava as cobras que eram capturadas em sua fazenda para serem remetidas ao Instituto Butantã.

Em função da leitura de livros espíritas que circulavam livremente na cidade, Isaac convenceu-se da realidade dos princípios espíritas e tornou-se um importante pioneiro do Espiritismo em Mogi Mirim.

Era uma pessoa muito caridosa e chegou mesmo a doar parte de um terreno de sua propriedade para a construção de uma sede própria para o Centro Espírita Regenerador Caridade, que funcionava na casa de Juca Andrade, na Rua Padre Roque, desde 03 de maio de 1926.

Assim surgiu a Associação Espírita Jesus e Caridade, inaugurada em 26 de julho de 1933, graças também ao dinheiro doado por Dona Vitorina Joaquina Rosa, uma espírita muito rica, e a forte aliança dos pioneiros do Espiritismo na cidade: Rafael Jannini, Juca Andrade, Oscarlino Massucci, Heitor Moura, Leopoldo Ladeira, Jonas de Oliveira Cintra, Isaac Tibúrcio Valeriano, Lino Patelli, Leontina Patelli, Antonio Moi, Joaquim Antonio de Oliveira, Emília Santos, José Gomes Ventoza, Pedro Pimenta, Pedro Coti, José Joaquim de Freitas, Sebastião Alves Pereira, João Carolino Silveira, dentre muitos outros.

Ao lado dessa Associação Espírita foi construído também um Albergue Noturno, que passou a funcionar em 27 de maio de 1934, para abrigar grande número de indigentes que circulava pela cidade, e que sofria com as intempéries climáticas.

Portanto, Isaac Tibúrcio Valeriano teve um papel muito importante na união dos espíritas e estruturação do Espiritismo na cidade de Mogi Mirim.

Foi grande companheiro de sua irmã Leontina e de seu cunhado Lino Patelli na atuação e desenvolvimento do florescente movimento espírita da localidade.

4 – LEONTINA VALERIANO

Leontina foi a quarta filha do casal Luiz Tibúrcio Valeriano e Eugênia Brasília Valeriano.

Casou-se com Lino Patelli, tendo o casal seis filhos: Darcy, Nair, Dayr, Darby, Darmy e Horminda.

VEJA FOTO 2 PUBLICADA ACIMA

4.1 – O DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE DE LEONTINA

Leontina Patelli teve sua formação religiosa na Igreja Católica, pertencendo à Irmandade do Divino Espírito Santo.

Nessa época, começaram as primeiras manifestações de Espíritos através de sua mediunidade que começava a aflorar, precisando receber a ajuda e a orientação de seu irmão Isaac Tibúrcio Valeriano, que já era espírita. Então, começou a entender o fenômeno e a empregar para o bem essa sua faculdade.

Além disso, começou a ler alguns livros espíritas que circulavam de mão em mão na cidade e se tornou espírita, aliando-se ao seu irmão nas atividades espíritas.

A partir de então, passou a ceder grande parte de seu tempo disponível para as atividades da doutrina espírita e para ajudar as pessoas necessitadas de atendimento material, espiritual e moral. 

Também, começou a organizar no Natal a distribuição de cartuchos de balas e doces para as crianças pobres, em comemoração ao nascimento de Jesus. 

Fazia também campanha para arrecadar gêneros alimentícios que eram doados para as famílias pobres. Nessa ocasião, morava numa casa na Rua Marciliano.

Isso absorveu de tal modo o seu tempo, a ponto de precisar recorrer à ajuda de sua irmã Júlia Valeriano para cuidar e educar o seu primeiro filho Darcy, até a data de seu falecimento com 13 anos de idade.

4.2 – SOBRE LEONTINA PATELLI

Leontina Patelli foi descrita da seguinte forma por um dos membros da sua família na internet:

“Mariana, eu tenho certeza de que você adoraria conhecer a esposa do Lino, a Leontina, ou como nós a chamávamos carinhosamente, a "mãezinha".

Ela era um amor de pessoa.

Sua mãe e eu convivemos com ela, pois ela é avó da Silvana e minha bisavó.

Eu amo esta foto e fico até emocionada quando vejo que conheci alguns deles ainda vivos. Beijos a todos os Patellis.”


4.3 – DEPOIMENTO DE EURÍPEDES PATELLI SOBRE A ATUAÇÃO ESPÍRITA DE SUA AVÓ LEONTINA, AO LADO DE SEU MARIDO LINO  

“A mediunidade em minha avó Leontina surgiu nas reuniões da Irmandade do Divino Espírito Santo, mas só ficou sob controle com a grande ajuda que recebeu de seu irmão Isaac, que já conhecia bem o assunto, e a ajudou a desenvolvê-la e a direcioná-la para o trabalho em benefício do próximo, graças à formação religiosa católica que já tinha.”

“Geralmente, manifestava-se através dela um Espírito que era chamado de “Mãe Maria”, que dizia ter sido uma pessoa de origem africana. 

"Minha avó Leontina desenvolveu também uma vidência muito apurada, que a permitia ver com facilidade as coisas do mundo espiritual." 

"Sua mediunidade se prestava também ao fenômeno de transporte de objetos e materiais que eram trazidos pelos Espíritos para o local da sessão espírita.”

“Minha avó Leontina sempre começava a reunião espírita com a leitura de um trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. 

"Depois, aconteciam as manifestações dos Espíritos, através de sua mediunidade. O encerramento dos trabalhos espíritas era sempre feito com a “Prece de Cáritas”.

“O meu avô Lino Patelli era o dirigente e o coordenador dos trabalhos. Ele fazia as explanações e os comentários sobre “O Evangelho”. Mas a minha avó Leontina era o alicerce dos trabalhos, que eram realizados nas segundas e quintas-feiras, das 20 às 22 horas.”

“O meu tio Isaac sempre participava e ajudava também nas reuniões espíritas, até que precisou mudar-se com a família para Santos.”

“A minha avó Leontina era muito dedicada aos trabalhos espirituais. Ela não tinha horário para auxiliar as pessoas que a procuravam em sua casa. Sempre aplicava passes, dava orientações e conselhos e atendia o pedido de quem a procurava.”

“A humildade de minha avó Leontina era extrema. Nunca menosprezou ninguém. Nunca mais vi uma humildade igual à dela. Estava sempre preocupada em atender com muita gentileza os pedidos das pessoas que recorriam a ela buscando ajuda.”

“Os trabalhos espirituais começaram na Rua Marciliano, mas mesmo depois que se mudou para a Rua João Teodoro, continuou realizando-os até o final de sua vida terrena.”  

4.4 – O FALECIMENTO DE LEONTINA

Leontina Patelli faleceu em 10 de fevereiro de 1970, sem ter acumulado bens materiais, porque os distribuia durante os serviços prestados às pessoas necessitadas de ajuda material, espiritual e moral. Ela terminou a sua vida na Terra apenas com a casa em que residia.

4.5 – HOMENAGEM DEVIDA A LEONTINA PATELLI

Eurípedes Patelli, por ter sido criado ao lado de sua avó Leontina e presenciado tantos trabalhos beneméritos e obras de caridade realizados por ela, defende a ideia de que ela merece uma homenagem do poder público municipal na forma de ter o seu nome colocado numa das ruas da cidade em sua homenagem, por ter ajudado muito o povo de Mogi Mirim em sua época.
   
4.6 – A TRANSMISSÃO DO DOM DA MEDIUNIDADE

O dom da mediunidade de Leontina Patelli foi herdado por seu neto Eurípedes Patelli, conforme ela mesma previa dizendo que um dos seus netos iria receber uma “herança”, que seria mais valiosa do que qualquer bem material.

Eurípedes emprega o seu dom para o bem dos semelhantes, seguindo a filosofia espírita que lhe foi ensinada e exemplificada por seus avôs. Assim, sempre trabalha gratuitamente empregando a sua mediunidade em benefício das pessoas necessitadas de ajuda espiritual e moral. Para isso, ao lado de sua residência mantém um centro espírita para ajudar gratuitamente as pessoas que precisam de apoio.

5 – LINO PATELLI    
5.1 - A VINDA DOS PAIS DE LINO PATELLI PARA O BRASIL

Ricardo Patelli, pai de Lino Patelli, nasceu em 1865, em Novi di Modena, Itália.

Um dos membros da família Patelli escreveu na internet o seguinte a respeito da visita que fez a essa pequena cidade italiana:

“Gente! Foi lindo! Fomos juntos para a cidade que nasceu a Patellada. Andamos e olhamos a cidadezinha que é minúscula; as casas, a igreja, pensando sempre que por ali Ricardo e Cezira (que não se conheciam) pisaram, viveram, sonharam...”

Ricardo Patelli veio para o Brasil em 1888, com 23 anos de idade, em companhia de seus pais Giovanni e Carolina Sala e de seu irmão Egídio, então com 13 anos de idade.

Os pais de Ricardo tinham, ambos, 48 anos de idade e trouxeram também como membros da família o casal Guiuseppe (36) e Domênica (25), a qual se supõe era uma filha casada.

Foram morar na Fazenda Boa Esperança, em Amparo - SP – a qual existe até hoje.

 5.2 - O CASAMENTO DE RICARDO PATELLI COM CEZIRA RESTANI

Na Fazenda Boa Esperança, Ricardo Patelli conheceu e se casou com Cezira Restani, que pertencia a uma família que já era sua conhecida desde a Itália.

Cezira nasceu em 1870. Era filha de Cândido Restani e Domênica Zanotti.

Desse casamento, nasceram os filhos Lino, Américo, Sérgio, Hugo, Olegário, Egídio e Lucilda, que geraram grande número de descendentes.

O pai de Lino Patelli, faleceu com 56 anos de idade, em 18 de dezembro de 1921.

Cezira, a mãe de Lino Patelli, faleceu em 1959, com 89 anos de idade.


5.3 - A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DE LINO PATELLI NO INÍCIO DO MOVIMENTO ESPÍRITA DE MOGI MIRIM

Lino Patelli também se tornou espírita lendo livros espíritas, notadamente “O Livro dos Espíritos” e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, que circulavam entre os moradores da cidade, convertendo muitas pessoas.

 Essa leitura dos livros ocorreu principalmente em função de sua esposa Leontina ter experimentado grande desenvolvimento em sua mediunidade, exigindo conhecimentos do Espiritismo para que fosse empregada em benefício do próximo nas reuniões que começaram a acontecer em sua casa e que atraiam o interesse de muitas pessoas que precisavam de ajuda espiritual. Então, a casa do casal passou a ser muito procurada e frequentada.

 Depoimentos de Risoleta Ladeira Andrade, irmã de Juca Andrade, e também importante pioneira do movimento espírita em Mogi Mirim, feitos aos seus familiares, com extrema lucidez, apesar da sua idade avançada, confirmam que ela mesma se tornou espírita lendo livros espíritas que circulavam entre os moradores da cidade, esclarecendo sobre os princípios do Espiritismo; dissipando dúvidas; mostrando a essência cristã da Doutrina Espírita e a sua aliança com o Cristianismo; e eliminando preconceitos, medos e ideias falsas que eram difundidos por alguns religiosos.

 Depois de convertida ao Espiritismo, Risoleta passou a frequentar as reuniões que eram realizadas no centro espírita que havia sido fundado e funcionava na casa do casal Lino e Leontina Patelli.

 Portanto, com as reuniões espíritas feitas na casa de Lino e Leontina começaram a estruturação e a maior divulgação e expansão do movimento espírita em Mogi Mirim.

Foi principalmente a partir dos trabalhos espíritas realizados na casa de Leontina e Lino Patelli que o Espiritismo passou a conquistar a simpatia e o respeito das pessoas ponderadas e esclarecidas residentes na cidade, experimentando expansão.

Leontina e Lino ofereciam atendimento às pessoas interessadas em conhecer a Doutrina Espírita; praticavam a caridade; e combatiam as suposições, crenças falsas e ideias infundadas que circulavam pela cidade.

 Foi dessa forma que o centro espírita fundado na casa de Lino e Leontina tornou-se um ponto importante de apoio, sustentação e rápida expansão do florescente movimento espírita em Mogi Mirim.

 5.5 – A UNIÃO DOS ESPÍRITAS EM TORNO DA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA JESUS E CARIDADE E MAIOR EXPANSÃO DO ESPIRITISMO EM MOGI MIRIM

Quando, em 1925, Juca Andrade, que daria mais adiante grande impulso ao movimento espírita, voltou espírita e maçom de Monte Santo –MG- para Mogi Mirim, com a sua família, recebeu o apoio de sua irmã Risoleta e do casal Lino e Leontina Patelli. Então, conheceu muitas pessoas espíritas e integrou-se rapidamente no meio espírita local.

Portanto, o lar espírita pioneiro de Lino e Leontina foi um importante ponto de união e aliança dos espíritas da cidade, possibilitando o crescimento do movimento espírita.

 Quando houve o encerramento das atividades espíritas que eram realizadas também de forma pioneira na casa de Dona Emília Santos, o próprio Juca Andrade tomou a iniciativa de fundar um novo centro espírita dentro de sua própria casa, apoiado e seguindo os exemplos do casal Patelli.

 Então, o centro espírita mantido na própria casa de Lino e Leontina serviu de importante estímulo não só para a união dos espíritas, mas também para a formação de novos centros e a expansão do movimento espírita em Mogi Mirim.

 Foi dessa forma que Juca Andrade fundou, em 03 de maio de 1926, o Centro Espírita Regenerador e Caridade, em sua própria residência, apoiado pelo casal Patelli, que inclusive apareceu na foto de inauguração.

Com o surgimento desse novo centro espírita na cidade, e os trabalhos espíritas e de caridade que Juca e sua esposa Carmela realizavam, o movimento espírita experimentou mais rápido desenvolvimento, obtendo a adesão inclusive de muitos amigos de outras localidades.

 Com a transformação do centro espírita que funcionava na casa de Juca Andrade em Associação Espírita Jesus e Caridade, graças à doação do terreno por Isaac Tibúrcio Valeriano (irmão de Leontina Patelli), e do grande valor em dinheiro doado por Dona Vitorina Joaquina Rosa, houve maior engrandecimento do Espiritismo em Mogi Mirim.

As amplas instalações da Associação Espírita Jesus e Caridade serviram de local aberto ao público para a união dos espíritas, estabelecendo relações fraternas entre as famílias espíritas e criando a oportunidade para que as reuniões e as atividades espíritas fossem retiradas de dentro das próprias residências.

Então, o movimento espírita floresceu de maneira surpreendente em Mogi Mirim, sustentado pelas obras de caridade e as reuniões e atividades espíritas realizadas de portas abertas ao público, beneficiando muito moradores da cidade e contradizendo os preconceitos que eram espalhados por alguns na época.

Nos Estatutos da Associação Espírita Jesus e Caridade, aprovados em Assembleia Geral realizada em 12 de março de 1934, consta os seguintes nomes e cargos dos Fundadores e Diretores pioneiros:

Vitorina Joaquina Rosa = Fundadora.
Rafael Jannini = Fundador.
Leopoldo Ladeira = Presidente.
Isaac Tibúrcio Valeriano = Vice-Presidente.
Jonas de Oliveira Cintra = Primeiro Secretário.
Heitor Moura = Segundo Secretário.
Antonio Moi = Tesoureiro.
Joaquim Antonio Oliveira = Procurador.
Lino Patelli = Fiscal.    


5.6 – HOMENAGEM A ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO, LEONTINA E LINO PATELLI

Vimos como a partir das atividades espíritas mantidas na casa de Lino e Leontina Patelli decorreram o fortalecimento e a expansão do Espiritismo em Mogi Mirim.

Eles tomaram a decisão de organizar os primeiros trabalhos espíritas em sua própria residência; propagaram e defenderam o Espiritismo, orientando e ajudando muitas pessoas e eliminando preconceitos; exemplificaram o modo de fazer reuniões e sessões espíritas, servindo de modelo para outros espíritas; beneficiaram muitas pessoas com os trabalhos de caridade; estimularam a união dos espíritas da localidade; e apoiaram o surgimento de novos centros espíritas, engrandecendo o movimento espírita florescente.

Além disso, com coragem, sabedoria e bondade enfrentaram polêmicas e controvérsias, pois tinham convicções em suas crenças e fé; defenderam a liberdade religiosa; esclareceram os princípios espíritas que eram mal interpretados, contestados e até mal vistos, principalmente em decorrência dos medos que eram difundidos por alguns religiosos; empregaram a mediunidade para o bem e em favor do próximo; atraíram pessoas esclarecidas para o movimento espírita; e estimularam o crescimento do Espiritismo na cidade.

Portanto, nesta oportunidade, deixamos não só a Isaac Tibúrcio Valeriano a nossa reverência, pelo que foi descrito anteriormente. Também ao casal Lino e Leontina Patelli prestamos esta homenagem e este preito de admiração e respeito pelas suas importantes realizações espíritas já citadas.

A esses três espíritas pioneiros externamos e tornamos público, com este artigo, o nosso espírito de gratidão por tudo o que fizeram em favor das pessoas e do movimento espírita florescente, com seus trabalhos, iniciativas e obras espíritas que beneficiaram a muitos.



quinta-feira, 19 de junho de 2014

PSICOGRAFIAS DOS MÉDIUNS ROGÉRIO HENRIQUE LEITE, MARLI MANSINI E KÁTIA DE SOUZA, EM MOGI MIRIM-SP









PSICOGRAFIAS DOS MÉDIUNS ROGÉRIO HENRIQUE LEITE, MARLI MANSINI E KÁTIA DE SOUZA, EM MOGI MIRIM-SP.

Geziel Andrade

FOTO 1: Início dos trabalhos de psicografia dos médiuns Rogério, Marli e Kátia.
FOTO 2: Os médiuns Rogério, Marli e Kátia psicografando as cartas, mensagens e recados dos Espíritos aos seus familiares.
FOTO 3:     Público presente nos trabalhos de psicografia dos médiuns Rogério, Marli e Kátia.
FOTO 4: A  médium Kátia de Souza lendo e entregando aos destinatários as cartas que psicografou.
FOTO 5: Foto de encerramento dos trabalhos de psicografia: Luiz, Kátia, Sara, Murilo, Amélia, Geziel, Rogério, Sueli, Marli, Cleide, Ismael e Elena.

A Associação Espírita Jesus e Caridade, de Mogi Mirim-SP, recebeu, nos dias 6 e 7 de junho de 2014, a visita dos notáveis médiuns Rogério Henrique Leite e Marli Mansini, de Lorena-SP, (blog oficial: www.cartaconsoladora.blogspot.com) e Kátia de Souza, de São Paulo-SP, acompanhada de seu pai Luiz Carlos e de sua mãe Elena Américo de Souza.

Essa agradável visita fraterna, em atendimento ao convite que lhes havia sido formulado, tornou-se muito instrutiva, com a palestra que o médium Rogério realizou na Associação, na noite do dia 6 de junho, sobre a mediunidade, transmitindo às pessoas presentes seus conhecimentos e suas dificuldades, vivências e experiências pessoais acerca do assunto.

No dia 7 de junho, no período da manhã, cerca de 150 pessoas, inclusive de diversas cidades do Estado, solicitaram, individualmente, aos médiuns, notícias de seus familiares desencarnados. No período da tarde, o movimento espírita da localidade foi agraciado com a sessão pública de psicografia, para a recepção das cartas consoladoras e mensagens dos Espíritos aos seus entes queridos.

Então, houve a esperada afirmação da manutenção das afeições, mesmo com a morte do corpo material, amenizando as saudades, comprovando a imortalidade da alma com todas as suas faculdades e dando informações claras sobre a continuidade da sua vida no mundo espiritual.

Esse trabalho mediúnico consolador, intitulado de “carta consoladora”, teve início com o médium Chico Xavier, que dizia que “o telefone só toca de lá para cá”, e continuidade com os médiuns Carlos A. Baccelli, Celso de Almeida Afonso, Robson Pinheiro, dentre muitos outros.

No final da tarde, as emoções muito fortes dominaram as centenas de pessoas presentes na reunião espírita aberta ao público. Os médiuns passaram a ler as mais de vinte cartas, mensagens e recados recebidos dos Espíritos e os entregar aos seus destinatários queridos, sob as lágrimas de alegria, os aplausos e cumprimentos pela fácil identificação do Espírito e evidente autenticidade do teor da mensagem. Estavam presenciando não só acontecimentos felizes, mas também fatos surpreendentes e muito acima das suas expectativas iniciais.

PUBLICAÇÃO DE TRÊS CARTAS CONSOLADORAS RECEBIDAS PELO MÉDIUM ROGÉRIO H. LEITE

Dentre as mais de duas dezenas de cartas psicografadas pelos três médiuns, publicamos, a seguir, três delas, que obtivemos dos destinatários a necessária autorização para publicação. Elas foram psicografadas pelo médium Rogério H. Leite. As cópias dos originais das demais cartas estão servindo para estudos doutrinários na Instituição, despertando profundas reflexões religiosas, filosóficas e morais sobre a complexa e grandiosa dimensão da vida imortal da alma, no contexto da Obra de Deus.

1 - A CARTA DO ESPÍRITO JUCA DE ANDRADE AOS SEUS NETOS SUELI, AMÉLIA E GEZIEL

Queridos netos Sueli, Amélia e Geziel.

O Senhor esteja conosco!

Aqui estou me servindo dos singelos recursos mediúnicos do amigo que se dispôs a colaborar, para que eu lhes trouxesse uma palavra, um breve recado de saudade e incentivo a vocês e todos os nossos.

Nossos queridos Zeca e Maria José participam conosco desta reunião de preces.

Graças a Jesus, as sementes que nos foram confiadas há décadas abriram-se num roseiral de atividades redentoras.

Nós sabemos que ao longo dos anos nós fomos os verdadeiros beneficiados nesta gleba de amor e caridade, pois o primeiro beneficiado é sempre aquele que atende e socorre em nome do nosso Mestre.

Compreendo que investir no bem não é tarefa fácil, especialmente quando a rotina familiar nos exige a sua justa cota de tempo e atenção, além das circunstâncias adversas que costumeiramente nos cobra uma taxa a mais de testemunho na Seara que, em verdade, pertence ao Cristo.

Vocês e todos os nossos familiares, amigos e voluntários sabiam que não seria fácil, mas com Jesus tudo é possível.

Assim como alguns irmãos são arrebatados pela dor e pelo cansaço ao longo do caminho, outros irmãos surgem, e haverão de surgir, estendendo a sua mão generosa, para que a obra prossiga sem maiores alterações; que sejam as que tragam consigo o dinamismo e a perseverança.

O meu coração inclina-se devedor aos seus esforços, a você Geziel, por perpetuar em algumas linhas a memória deste homem simples que apenas ouviu o chamado de Jesus e saiu a semear sem perda de tempo. Devemos a você o incentivo e a atenção para com todos os nossos.

À nossa Sueli, o discernimento e a temperança necessária para conduzir as tarefas com destemor e galhardia.

À nossa Amelinha e ao Murilo, a parceria ideal que conjuga idealismo e dedicação efetiva. Irmãos que se doam por amor indistintamente, tal qual o roteiro Evangélico.

Quanto ao Lar Maria de Nazaré, continua sendo a manjedoura humilde e acolhedora dos diletos de Jesus, no dizer de nossa Benfeitora Meimei.

O Albergue, atenuando a aflição do viajor cansado, gotejando amparo e esperança.

O Abrigo, abrasando os corações enregelados de muitos irmãos que sentem na própria alma a deserção dos próprios familiares a quem dedicaram a vida de suas vidas.

O CAPS, nestes tempos em que os tóxicos alienam e desequilibram as mentes menos vigilantes, prestará relevantes serviços à comunidade que clama por socorro e arrimo. 

Quanto à Casa Espírita que norteia os nossos ideais, sou de opinião que o incentivo e a preparação de tarefeiros que se dediquem ao trabalho de atendimento fraterno aos irmãos que visitam a Casa pela primeira vez, em busca de uma palavra amiga, serão de bom alvitre, para que, nestes tempos difíceis, as almas cansadas e tristes encontrem nesta Casa um lar que possa acolhê-las.

Peço a vocês que pensem no assunto.

O estudo da Doutrina é imperioso para o processo da reforma íntima dos que almejam a vitória sobre suas próprias mazelas; mas a dedicação no atendimento fraternal aos que visitam nossa Casa representa o amor em movimento, através da solidariedade cristã.

Recordando aqui os tempos em que em minha própria residência, com muita satisfação, dedicava-me, ao lado de nossa Carmela, a esta tarefa que para mim representava uma oportunidade a mais de aprendizado.

Hoje sei que nossa Helen, junto a Jesus, foram minhas fontes de inspiração, Graças a Deus.

Por hoje devo encerrar estas linhas, já que se trata de um breve recado, enquanto outros deverão se dirigir mais intimamente a seus familiares.

Meus netos e familiares, os recursos dos quais me valho no momento não são os mesmos do nosso querido Chico Xavier, que muitos imaginam estar residindo em colônias distantes do sofrimento humano, quando, na verdade, eu sei que está tão próximo do povo sofredor, como antes. Estou me servindo de um amigo novo, que faz o possível para atender os meus anseios.

Sei que, beijando o coração de vocês, o coração de nossa Célia, estarei beijando o coração de todos trabalhadores e assistidos deste lar de bênçãos, bem como o coração de todos nossos familiares.

Rogo a Jesus que abençoe nossa Mogi Mirim, abençoando toda sua comunidade.

Sempre de vocês,
Juca Andrade
José Antonio Andrade Júnior.

NOTAS EXPLICATIVAS:
1 – Juca de Andrade foi um trabalhador espírita muito conhecido em Mogi Mirim e cidades vizinhas, pelas boas obras que realizou.

2 – Zeca e Maria José são os pais, já desencarnados, de Sueli, Amélia e Geziel. Zeca era o apelido de José Andrade, filho de Juca.

3 – Geziel reuniu em um livreto, para divulgação, a vida e obra de Juca de Andrade.

4 – Carmela, esposa de Juca, sempre o acompanhou em suas tarefas doutrinárias, bem como na ajuda fraterna prestada aos que os procuravam, a qualquer hora, mesmo em sua residência na Rua Padre Roque.

5 – Helen, filha já desencarnada de Juca e Carmela, mereceu dos pais dedicação especial e cuidados intensos, pela enfermidade que portava.

6 – O Espírito de Juca dirigiu a seus familiares uma extensa e pormenorizada carta através da mediunidade de Chico Xavier, dando-lhes detalhes abrangentes do seu processo de desencarnação, bem como da continuidade da sua vida no Além. Essa mensagem foi publicada em inúmeros informativos espíritas.

7 – Célia, neta de Juca, estava presente na sessão de psicografia e havia pedido ao médium notícias a respeito de seu avô Juca, seu pai Ayrton e sua sogra.

DEPOIMENTO DE GEZIEL ANDRADE: Reconheço a identidade do Espírito de meu avô Juca nesta mensagem recebida pelo médium Rogério. Ele ocupa a posição de guia da família e diretor espiritual da Associação Espírita Jesus e Caridade, com a autoridade moral que sempre teve para nos orientar e nos dirigir conselhos valiosos. Mas, a autenticidade desta mensagem está muito mais evidente na expressão do mesmo espírito humilde, fraterno e cristão que sempre marcou a vida e as obras de meu avô Juca. A prática da humildade e da caridade cristãs foram características marcantes em Juca Andrade.

2 - A CARTA DO ESPÍRITO VERA ROMERO BAZANA A SEU EX-ESPOSO MURILO

Querido Murilo

Jesus nos abençoe nesta tarde de bênçãos!

Aqui estou na condição de sua irmã para entregar a você e a nossa Amelinha o meu coração agradecido.

Deus nosso Pai colocou você no lugar certo e com a pessoa certa para retomar o livro de sua história.

Se em preces você questionar a Deus, por certo Ele responderá, e que você Murilo somente ouvirá na acústica de sua alma.

Quarenta e três anos de dedicação a uma companheira, a filhos e netos, credenciaram você à tarefa que hoje realiza com Jesus ao lado da companheira que ele colocou em seu caminho para que, ao invés de um homem triste, você resgatasse a esperança de ser feliz novamente.

Ser feliz, fazer feliz sua nova companheira e ambos de mãos dadas, fazerem muitos filhos do coração felizes!

Este é o desejo de Deus e o seu momento meu querido.

Por aqui vou bem, procurando inspirar nossos filhos e netos, e sempre que possível compartilhando com vocês das tarefas de amor que ambos abraçaram.

O amor, quando verdadeiro, tende a universalizar-se; é o que ocorre com o homem que aspira pela sua sublimação.

Agradeço a você Amélia por cuidar do Murilo; desejo que ele a faça feliz, tão feliz quanto você é merecedora, e que este amor que os uni, seja revertido em boas obras na Casa de Deus.

Às vezes, contemplo o olhar dos dois em direção ao irmão sofredor.

Olhar de misericórdia e compaixão; isto também é sinônimo de amor.

Murilo, estou enviando através de você, o meu carinho aos nossos Alexandre, Daniel, Rogério, ao Felipe, ao Marcos Paulo, ao Lucas e muitos que vão aumentando, como é o caso da princesinha Rafaela e outros que estão chegando.

As minhas preces ao meu Pai Antônio; preces da Mãe Floriza, a todos. 

Beijos no coração de amigos e familiares.

O irmão Juca Andrade pede que lhe diga que está cuidando de sua irmã, enquanto você cuida do evento.

Jesus nos abençoará a todos.

Beijando o seu coração digno,
Beijo o coração amoroso de nossa Amélia.
Vera Romero Bazana

DEPOIMENTO DE MURILO INACARATO BAZANA: Murilo e Vera estiveram juntos em 3 anos de namoro/noivado e 40 anos de casados. Desse casamento nasceram 3 filhos: Alexandre, Rogério e Daniel. Destes nasceram 3 netos: Felipe, Lucas e Marcos Paulo, sendo que este último reside em Alfenas-MG.

Quando Vera diz: “contemplo o olhar dos dois em direção do irmão sofredor”, refere-se ao trabalho que Murilo e Amélia realizam como parte da direção da Associação Espírita Jesus e Caridade.

Princesinha Rafaela é a netinha de Amelinha que adotou, desde pequenina, Murilo como avô. (Imagino que seja reflexo de vidas passadas, pois é um amor de primeira grandeza.)

Antonio e Floriza foram os pais biológicos, hoje desencarnados, de Vera. Não foram pais assumidos.

O Espírito Juca, enquanto aconteciam os eventos, cuidava da irmã de Murilo, pois estava internada em UTI, em São Paulo, por ter sofrido um AVC.
  
3 - CARTA DO ESPÍRITO OSMAR A SUA EX-ESPOSA SANTA CAMARGO HERNANDES

Santa

Jesus permite e na condição de quem se esforça para tomar da caneta, aqui estou sob o auxílio de Benfeitores amigos que tudo fazem para que eu possa lhes oferecer algo de mim neste ditado escrito às pressas.

Sei que preciso aliviar o seu coração, o coração de nossas filhas, aliviando o meu próprio coração, consequentemente.

Sei das atribulações que vivemos, levando em conta o início de nossa convivência um tanto tumultuada, em virtude do gênio difícil que aos poucos despontava, transformando o seu Osmar, não naquele companheiro a quem você um dia entregou o seu coração. Mas numa personalidade um tanto egoísta, capaz de infringir a você sofrimentos e humilhações, as quais você ainda não pode esquecer.

Lamento por tudo.

Deveria ter sido o companheiro que você esperava e o pai ideal às nossas filhas.

Reconheçamos, entretanto, que fui um homem comum, atrelado aos meus próprios conceitos de vida, sem dar ouvido às vozes contrárias, ainda que estas vozes me chamassem a atenção para a prudência e a temperança.

Sei que você relutou, ou melhor, protelou o quanto pode a nossa separação.

Penso que procedera assim em virtude das meninas.

Sei que foi impossível prosseguir ao meu lado.

Eu precisava permitir que você vivesse, fosse feliz.

Não guardo mágoa ou ressentimento algum, quanto a isso.

Quanto ao fato de eu ter me entregado de vez à bebida, após a nossa separação, isto iria ocorrer mais cedo ou mais tarde.

Exagerei, fui imprudente e infeliz no trato com a saúde.

Não dê ouvidos aos que disserem que passei a beber a mais em virtude de nossa separação.

Se alguém precisa pedir perdão a você e às meninas sou eu.

Reconheçamos que um intercâmbio desta natureza não é algo simples.

Alguns sensitivos podem ter sentido a minha presença; a presença de alguém que desejava apaziguar a sua própria consciência. Pena que desvirtuara o meu pensamento.

Você não me deve nada.

Perdoa por não ter valorizado o lar, que juntos constituímos.

Que nossa Letícia compreenda hoje as palavras do seu pai, amenizando o seu gênio e o seu coração no trato com você.

Filha, no lugar de sua mãe, você teria feito o mesmo.

Quantos homens têm sobre a Terra tanto para acertar e não se empenham neste sentido, achando-se donos da verdade.

Recebam Letícia e Lisandra o carinho deste Pai que, do outro lado da vida, está se reabilitando.

Santa, desejo que o ditado pobre que pude lhe entregar devolva a paz ao seu coração.

Se rezar, não me esqueça em suas preces.

Aceita o que de melhor posso lhes oferecer no momento: o desejo de ser melhor no porvir.
Osmar Hernandez
Osmar Hernandez