PROGRAMAÇÃO DO XXIV MÊS ESPÍRITA DE MOJI MIRIM-SP.
PALESTRAS DE 11, 18 E 25 DE OUTUBRO DE 2014.
LOCAL: ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA JESUS E CARIDADE
EVENTO ABERTO AO PÚBLICO EM GERAL
REALIZAÇÃO: USE -União das Sociedades Espíritas -Municipal de Moji Mirim
Este blog tem a finalidade de reunir as memórias do Movimento Espírita em Mogi Mirim-SP, bem como prestar tributo aos pioneiros e aos espíritas que realizaram ou realizam trabalhos na seara do Espiritismo na cidade. Este blog está sob a responsabilidade de Geziel Andrade, que conta com o apoio de muitos amigos da localidade.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
HOMENAGEM ESPÍRITA AO DR. JOSÉ CARLOS DE CAMARGO FERRAZ
HOMENAGEM ESPÍRITA AO DR. JOSÉ
CARLOS DE CAMARGO FERRAZ
Geziel Andrade
O Movimento Espírita de Mogi
Mirim-SP segue o exemplo da homenagem prestada ao promotor público Dr. José
Carlos de Camargo Ferraz, pelo prefeito José Natalino Paganini (PSDB), da
cidade de Itapira-SP.
A inauguração, no dia 05 de
setembro de 2014, às 16 horas, do Centro de Exposições Dr. José Carlos de
Camargo Ferraz, contando com a presença de familiares do homenageado,
autoridades públicas, servidores municipais, representantes de entidades locais
e também da Fundação Espírita Américo Bairral, onde dedicou grande parte de sua
vida, foi uma justa homenagem a esse homem que soube conquistar a admiração e o
respeito de todos por suas características nobres e boas obras realizadas.
O espaço público inaugurado destina-se
à realização de exposições artísticas, de artesanatos e danças e para
produtores rurais.
Durante o evento, o Prefeito Municipal
José Natalino Paganini disse que:
“Para Itapira, José Carlos de Camargo
Ferraz será sempre promotor. Quando assumiu o Bairral, assumiu o Terceiro Setor
e deixou grandes ensinamentos e exemplos para todos nós de dedicação e esforço”.
Ainda em seu pronunciamento, o prefeito
Paganini destacou que:
“Depois que se tornou
ex-procurador de Justiça no Ministério Público em Itapira, tornou-se
voluntariamente membro da diretoria da Fundação Espírita "Américo
Bairral", presidindo depois a entidade por vários anos.”
O prefeito de
Itapira-SP, em prosseguimento, lembrou ainda que:
“Com sua atuação na
Fundação, o homenageado tornou o hospital psiquiátrico Américo Bairral o maior
da América Latina e uma referência internacional em psiquiatria.”
“Além disso,
colaborou ativamente em diversas entidades beneficentes de Itapira; e foi
fundador de instituições como o SOS e o Lar Espírita Allan Kardec.”
“Foi também grande
divulgador da doutrina espírita e amigo de Chico Xavier, quem levou ao programa
Pinga Fogo, da Rede Cultura, em 1971, o que serviu para difundir amplamente o
trabalho do médium e a doutrina espírita no Brasil.”
Após essas palavras, a enfermeira Thuê
Camargo Ferraz de Ornellas, filha do homenageado, tomou a palavra para relembrar
fatos marcantes da vida de seu pai, nascido em 15 de julho de 1930 e falecido
há dez anos:
“Depois de se tornar bacharel em
Direito passou em primeiro lugar no concurso de promotor.”
“Algum tempo depois, começou a
trabalhar em Itapira, onde conheceu sua esposa.”
“Na localidade, acolheu para si as 11
pessoas que hoje o chamam de pai”.
“Em nome de toda a minha família,
agradeço por essa justa homenagem”.
A Banda Lira Itapirense abrilhantou com
a sua presença o emocionante evento.
E logo após o descerramento das placas,
as pessoas presentes visitaram e conheceram as amplas e bonitas dependências
locais.
HOMENAGEM
DO MOVIMENTO ESPÍRITA DE MOGI MIRIM-SP AO DR. JOSÉ CARLOS DE CAMARGO FERRAZ
O
Movimento Espírita de Mogi Mirim deve muito da sua expansão e fortalecimento nos
anos recentes, graças à atuação, companheirismo, trabalhos e exemplos do Dr.
José Carlos de Camargo Ferraz junto a diversas instituições locais,
principalmente a Associação Espírita Jesus e Caridade, Mocidade Espírita
Alcides Hortêncio, Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade.
Com
suas magistrais e belíssimas palestras evangélicas, Dr. José Carlos emocionava
os ouvintes, estimulando-os à prática das virtudes cristãs.
Com
a sua participação fraterna e incessante nas obras assistenciais, beneficiou a
muitos, motivando companheiros de doutrina à prática da caridade e
solidariedade.
Especificamente
no Lar Espírita Maria de Nazaré, colaborou de modo importante, com sua presença
marcante e suas ações oportunas, valorizando os trabalhos espirituais e de
oração aos necessitados e, mesmo embelezando a instituição com os seus esforços
no plantio de coqueiros e de jardinagem.
Dr.
José Carlos publicou, em 1987, o livro “A Reencarnação Sem Mistérios”, que até
os dias atuais tem grande aceitação entre os livros espíritas, pela abordagem
clara e abrangente que fez desse princípio espírita.
Portanto,
o Movimento Espírita de Mogi Mirim vem, nesta oportunidade, se aliar à
homenagem que foi prestada ao Dr. José Carlos de Camargo Ferraz, por ter legou
realizações e exemplos que engrandeceram a vida de instituições de duas
comunidades: Itapira e Mogi Mirim.
PEDIDO DE FOTOS DO SR. JOSÉ CARLOS: Por favor, caso tenha interesse em ver suas fotos do nosso homenagem publicadas neste blog, enviá-las para o e-mail ge.zielandrade@hotmail.com. Obrigado.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
HOMENAGEM ESPÍRITA A ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO, LEONTINA VALERIANO PATELLI E LINO PATELLI
HOMENAGEM ESPÍRITA A
ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO,
LEONTINA VALERIANO PATELLI,
E LINO PATELLI:
PIONEIROS DO ESPIRITISMO EM MOGI MIRIM.
Artigo escrito por Geziel Andrade, com base em
informações históricas de Jane Longato Urbine, Risoleta Ladeira Andrade, Eurípedes
Patelli e Grupo Patelli na Internet.
1 – A PRÓSPERA CIDADE DE MOGI MIRIM
A prosperidade econômica, política e social de Mogi
Mirim, uma das mais importantes cidades do Estado de São Paulo desde 1849, está
muito bem documentada no excelente e emocionante livro “Coronel Leitão: 200
anos de História”, de autoria de Jane Longato Urbine, e edição da Editora
Setembro, de Holambra -SP, 2012.
Esse notável livro destaca inúmeras personalidades a
partir de Antonio Joaquim de Freitas Leitão, o Coronel Leitão, nascido em Mogi
Mirim em 13 de junho de 1816, filho de João de Freitas Leitão e Mariana Gomes
Leitão, uma modesta família portuguesa.
Coronel Leitão foi um dos maiores acionistas da Companhia
Mogiana de Estradas de Ferro, fundada em 1872 e inaugurada em 1875, dando
grande impulso ao desenvolvimento físico e econômico de Mogi Mirim, por
beneficiar a expansão da lavoura cafeeira existente na cidade e por atrair para
a localidade personalidades públicas, empresários, comerciantes e artistas
importantes.
Coronel Leitão
faleceu em 12 de abril de 1887, aos 71 anos de idade, deixando um grande legado
econômico, político, social, cultural e filosófico.
2 – LUIZ TIBÚRCIO VALERIANO E EUGÊNIA BRASÍLIA VALERIANO
Luiz Tibúrcio Valeriano, nascido em Mogi Mirim em 14 de
abril de 1848, e Eugênia Brasília, nascida em Mogi Mirim em 03 de fevereiro de
1858, foram filhos adotivos do Coronel Leitão e de sua esposa Leontina Gomes de
Oliveira, pois o casal não teve filhos.
Em 25 de outubro de 1873, Luiz Tibúrcio Valeriano e Eugênia
Brasília uniram-se em matrimônio, tendo o casal recebido terras do Coronel
Leitão para o início da vida de casados.
O casal teve oito filhos: Júlia, Antonieta, Isaac Tibúrcio
Valeriano, Leontina Valeriano, Ismael, Luiz, Horminda e Lucília, os quais
receberam de seus pais exemplos de trabalho, bondade, responsabilidade,
honestidade e religiosidade.
Luiz Tibúrcio Valeriano faleceu em 18 de setembro de
1915, deixando viúva Eugênica Brasília Valeriano, que faleceu em 18 de junho de
1944.
Quando adultos, os filhos Isaac Tibúrcio Valeriano e
Leontina Valeriano tornaram-se importantes pioneiros do Espiritismo em Mogi
Mirim, como veremos a seguir.
3 - ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO
Isaac Tibúrcio Valeriano foi o terceiro filho do casal
Eugênia Brasília e Luiz Tibúrcio Valeriano.
Casou-se com Albertina Marreiros Valeriano, com quem teve
nove filhos: Eugênia, Edson, Isaac, Luiz, Darcy, Wilma, Clóvis, Haidê e
Cláudio.
VEJA FOTO 1 PUBLICADA ACIMA
Isaac Tibúrcio Valeriano foi dentista, mestre de agricultura
do Instituto de Menores e colaborador do Instituto Butantã na captura e envio
de cobras para a elaboração de soros e vacinas. No porão de sua casa na Rua Treze de Maio
guardava as cobras que eram capturadas em sua fazenda para serem remetidas ao
Instituto Butantã.
Em função da leitura de livros espíritas que circulavam
livremente na cidade, Isaac convenceu-se da realidade dos princípios espíritas
e tornou-se um importante pioneiro do Espiritismo em Mogi Mirim.
Era uma pessoa muito caridosa e chegou mesmo a doar parte
de um terreno de sua propriedade para a construção de uma sede própria para o
Centro Espírita Regenerador Caridade, que funcionava na casa de Juca Andrade,
na Rua Padre Roque, desde 03 de maio de 1926.
Assim surgiu a Associação Espírita Jesus e Caridade,
inaugurada em 26 de julho de 1933, graças também ao dinheiro doado por Dona
Vitorina Joaquina Rosa, uma espírita muito rica, e a forte aliança dos
pioneiros do Espiritismo na cidade: Rafael Jannini, Juca Andrade, Oscarlino
Massucci, Heitor Moura, Leopoldo Ladeira, Jonas de Oliveira Cintra, Isaac
Tibúrcio Valeriano, Lino Patelli, Leontina Patelli, Antonio Moi, Joaquim
Antonio de Oliveira, Emília Santos, José Gomes Ventoza, Pedro Pimenta, Pedro
Coti, José Joaquim de Freitas, Sebastião Alves Pereira, João Carolino Silveira,
dentre muitos outros.
Ao lado dessa Associação Espírita foi construído também
um Albergue Noturno, que passou a funcionar em 27 de maio de 1934, para abrigar
grande número de indigentes que circulava pela cidade, e que sofria com as
intempéries climáticas.
Portanto, Isaac Tibúrcio Valeriano teve um papel muito
importante na união dos espíritas e estruturação do Espiritismo na cidade de
Mogi Mirim.
Foi grande companheiro de sua irmã
Leontina e de seu cunhado Lino Patelli na atuação e desenvolvimento do
florescente movimento espírita da localidade.
4 – LEONTINA VALERIANO
Leontina foi a quarta filha do casal Luiz Tibúrcio
Valeriano e Eugênia Brasília Valeriano.
Casou-se com Lino Patelli, tendo o casal seis filhos: Darcy,
Nair, Dayr, Darby, Darmy e Horminda.
VEJA FOTO 2 PUBLICADA ACIMA
4.1 – O DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE DE LEONTINA
Leontina Patelli teve sua formação religiosa na Igreja
Católica, pertencendo à Irmandade do Divino Espírito Santo.
Nessa época, começaram as primeiras manifestações de
Espíritos através de sua mediunidade que começava a aflorar, precisando receber
a ajuda e a orientação de seu irmão Isaac Tibúrcio Valeriano, que já era
espírita. Então, começou a entender o fenômeno e a empregar para o bem essa sua
faculdade.
Além disso, começou a ler alguns livros espíritas que
circulavam de mão em mão na cidade e se tornou espírita, aliando-se ao seu
irmão nas atividades espíritas.
A partir de então, passou a ceder grande parte de seu
tempo disponível para as atividades da doutrina espírita e para ajudar as
pessoas necessitadas de atendimento material, espiritual e moral.
Também,
começou a organizar no Natal a distribuição de cartuchos de balas e doces para
as crianças pobres, em comemoração ao nascimento de Jesus.
Fazia também
campanha para arrecadar gêneros alimentícios que eram doados para as famílias
pobres. Nessa ocasião, morava numa casa na Rua Marciliano.
Isso absorveu de tal modo o seu tempo, a ponto de precisar
recorrer à ajuda de sua irmã Júlia Valeriano para cuidar e educar o seu
primeiro filho Darcy, até a data de seu falecimento com 13 anos de idade.
4.2 – SOBRE LEONTINA PATELLI
Leontina Patelli foi descrita da seguinte forma por um dos membros da sua
família na internet:
“Mariana, eu tenho certeza de que você adoraria conhecer a esposa do Lino,
a Leontina, ou como nós a chamávamos carinhosamente, a "mãezinha".
Ela era um amor de pessoa.
Sua mãe e eu convivemos com ela, pois ela é avó da Silvana e minha bisavó.
Eu amo esta foto e fico até emocionada quando vejo que conheci alguns
deles ainda vivos. Beijos a todos os Patellis.”
4.3 – DEPOIMENTO DE EURÍPEDES PATELLI SOBRE A ATUAÇÃO ESPÍRITA DE SUA
AVÓ LEONTINA, AO LADO DE SEU MARIDO LINO
“A mediunidade em minha avó Leontina surgiu nas reuniões
da Irmandade do Divino Espírito Santo, mas só ficou sob controle com a grande
ajuda que recebeu de seu irmão Isaac, que já conhecia bem o assunto, e a ajudou
a desenvolvê-la e a direcioná-la para o trabalho em benefício do próximo, graças
à formação religiosa católica que já tinha.”
“Geralmente, manifestava-se através dela um Espírito que
era chamado de “Mãe Maria”, que dizia ter sido uma pessoa de origem africana.
"Minha avó Leontina desenvolveu também uma vidência muito apurada, que a
permitia ver com facilidade as coisas do mundo espiritual."
"Sua mediunidade se
prestava também ao fenômeno de transporte de objetos e materiais que eram
trazidos pelos Espíritos para o local da sessão espírita.”
“Minha avó Leontina sempre começava a reunião espírita
com a leitura de um trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
"Depois,
aconteciam as manifestações dos Espíritos, através de sua mediunidade. O
encerramento dos trabalhos espíritas era sempre feito com a “Prece de Cáritas”.
“O meu avô Lino Patelli era o dirigente e o coordenador
dos trabalhos. Ele fazia as explanações e os comentários sobre “O Evangelho”.
Mas a minha avó Leontina era o alicerce dos trabalhos, que eram realizados nas
segundas e quintas-feiras, das 20 às 22 horas.”
“O meu tio Isaac sempre participava e ajudava também nas
reuniões espíritas, até que precisou mudar-se com a família para Santos.”
“A minha avó Leontina era muito dedicada aos trabalhos
espirituais. Ela não tinha horário para auxiliar as pessoas que a procuravam em
sua casa. Sempre aplicava passes, dava orientações e conselhos e atendia o
pedido de quem a procurava.”
“A humildade de minha avó Leontina era extrema. Nunca
menosprezou ninguém. Nunca mais vi uma humildade igual à dela. Estava sempre preocupada
em atender com muita gentileza os pedidos das pessoas que recorriam a ela buscando
ajuda.”
“Os trabalhos espirituais começaram na Rua Marciliano,
mas mesmo depois que se mudou para a Rua João Teodoro, continuou realizando-os
até o final de sua vida terrena.”
4.4 – O FALECIMENTO DE LEONTINA
Leontina Patelli faleceu em 10 de fevereiro de 1970, sem ter acumulado
bens materiais, porque os distribuia durante os serviços prestados às pessoas necessitadas
de ajuda material, espiritual e moral. Ela terminou a sua vida na Terra apenas
com a casa em que residia.
4.5 – HOMENAGEM DEVIDA A LEONTINA PATELLI
Eurípedes Patelli, por ter sido criado ao lado de sua avó
Leontina e presenciado tantos trabalhos
beneméritos e obras de caridade realizados por ela, defende a ideia de que ela
merece uma homenagem do poder público municipal na forma de ter o seu nome colocado
numa das ruas da cidade em sua homenagem, por ter ajudado muito o povo de Mogi
Mirim em sua época.
4.6 – A TRANSMISSÃO DO DOM DA MEDIUNIDADE
O dom da mediunidade de Leontina Patelli foi herdado por
seu neto Eurípedes Patelli, conforme ela mesma previa dizendo que um dos seus
netos iria receber uma “herança”, que seria mais valiosa do que qualquer bem
material.
Eurípedes emprega o seu dom para o bem dos semelhantes,
seguindo a filosofia espírita que lhe foi ensinada e exemplificada por seus
avôs. Assim, sempre trabalha gratuitamente empregando a sua mediunidade em
benefício das pessoas necessitadas de ajuda espiritual e moral. Para isso, ao lado
de sua residência mantém um centro espírita para ajudar gratuitamente as
pessoas que precisam de apoio.
5 – LINO PATELLI
5.1 - A VINDA DOS PAIS DE LINO PATELLI PARA O BRASIL
Ricardo Patelli, pai de Lino Patelli, nasceu em 1865, em Novi di Modena,
Itália.
Um dos membros da família Patelli escreveu na internet o seguinte a
respeito da visita que fez a essa pequena cidade italiana:
“Gente! Foi lindo! Fomos juntos para a cidade que nasceu a
Patellada. Andamos e olhamos a cidadezinha que é minúscula; as casas, a igreja,
pensando sempre que por ali Ricardo e Cezira (que não se conheciam) pisaram, viveram,
sonharam...”
Ricardo Patelli veio para o Brasil em 1888, com 23 anos de idade, em
companhia de seus pais Giovanni e Carolina Sala e de seu irmão Egídio, então
com 13 anos de idade.
Os pais de Ricardo tinham, ambos, 48 anos de idade e trouxeram também como
membros da família o casal Guiuseppe (36) e Domênica (25), a qual se supõe era
uma filha casada.
Foram morar na Fazenda Boa Esperança, em Amparo - SP – a qual existe até
hoje.
5.2 - O CASAMENTO DE RICARDO PATELLI COM CEZIRA RESTANI
Na Fazenda Boa Esperança, Ricardo Patelli conheceu e se casou com Cezira
Restani, que pertencia a uma família que já era sua conhecida desde a Itália.
Cezira nasceu em 1870. Era filha de Cândido Restani e Domênica Zanotti.
Desse casamento, nasceram os filhos Lino, Américo, Sérgio, Hugo, Olegário,
Egídio e Lucilda, que geraram grande número de descendentes.
O pai de Lino Patelli, faleceu com 56 anos de idade, em 18 de dezembro
de 1921.
Cezira, a mãe de Lino Patelli, faleceu em 1959, com 89 anos de idade.
5.3 - A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DE LINO PATELLI NO INÍCIO DO MOVIMENTO
ESPÍRITA DE MOGI MIRIM
Lino Patelli também se tornou espírita lendo livros espíritas,
notadamente “O Livro dos Espíritos” e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de
Allan Kardec, que circulavam entre os moradores da cidade, convertendo muitas
pessoas.
Essa leitura dos livros ocorreu principalmente em função de sua esposa Leontina
ter experimentado grande desenvolvimento em sua mediunidade, exigindo conhecimentos
do Espiritismo para que fosse empregada em benefício do próximo nas reuniões
que começaram a acontecer em sua casa e que atraiam o interesse de muitas
pessoas que precisavam de ajuda espiritual. Então, a casa do casal passou a ser
muito procurada e frequentada.
Depoimentos de Risoleta Ladeira Andrade, irmã de Juca Andrade, e também importante
pioneira do movimento espírita em Mogi Mirim, feitos aos seus familiares, com
extrema lucidez, apesar da sua idade avançada, confirmam que ela mesma se
tornou espírita lendo livros espíritas que circulavam entre os moradores da
cidade, esclarecendo sobre os princípios do Espiritismo; dissipando dúvidas; mostrando
a essência cristã da Doutrina Espírita e a sua aliança com o Cristianismo; e
eliminando preconceitos, medos e ideias falsas que eram difundidos por alguns religiosos.
Depois de convertida ao Espiritismo, Risoleta passou a frequentar as
reuniões que eram realizadas no centro espírita que havia sido fundado e funcionava
na casa do casal Lino e Leontina Patelli.
Portanto, com as reuniões espíritas feitas na casa de Lino e Leontina
começaram a estruturação e a maior divulgação e expansão do movimento espírita
em Mogi Mirim.
Foi principalmente a partir dos trabalhos espíritas realizados na casa
de Leontina e Lino Patelli que o Espiritismo passou a conquistar a simpatia e o
respeito das pessoas ponderadas e esclarecidas residentes na cidade,
experimentando expansão.
Leontina e Lino ofereciam atendimento às pessoas interessadas em
conhecer a Doutrina Espírita; praticavam a caridade; e combatiam as suposições,
crenças falsas e ideias infundadas que circulavam pela cidade.
Foi dessa forma que o centro espírita fundado na casa de Lino e Leontina
tornou-se um ponto importante de apoio, sustentação e rápida expansão do
florescente movimento espírita em Mogi Mirim.
5.5 – A UNIÃO DOS ESPÍRITAS EM TORNO DA ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA JESUS E
CARIDADE E MAIOR EXPANSÃO DO ESPIRITISMO EM MOGI MIRIM
Quando, em 1925, Juca Andrade, que daria mais adiante grande impulso ao movimento
espírita, voltou espírita e maçom de Monte Santo –MG- para Mogi Mirim, com a
sua família, recebeu o apoio de sua irmã Risoleta e do casal Lino e Leontina Patelli.
Então, conheceu muitas pessoas espíritas e integrou-se rapidamente no meio
espírita local.
Portanto, o lar espírita pioneiro de Lino e Leontina foi um importante
ponto de união e aliança dos espíritas da cidade, possibilitando o crescimento do
movimento espírita.
Quando houve o encerramento das atividades espíritas que eram realizadas
também de forma pioneira na casa de Dona Emília Santos, o próprio Juca Andrade tomou
a iniciativa de fundar um novo centro espírita dentro de sua própria casa,
apoiado e seguindo os exemplos do casal Patelli.
Então, o centro espírita mantido na própria casa de Lino e Leontina serviu
de importante estímulo não só para a união dos espíritas, mas também para a
formação de novos centros e a expansão do movimento espírita em Mogi Mirim.
Foi dessa forma que Juca Andrade fundou, em 03 de maio de 1926, o Centro
Espírita Regenerador e Caridade, em sua própria residência, apoiado pelo casal Patelli,
que inclusive apareceu na foto de inauguração.
Com o surgimento desse novo centro espírita na cidade, e os trabalhos
espíritas e de caridade que Juca e sua esposa Carmela realizavam, o movimento espírita
experimentou mais rápido desenvolvimento, obtendo a adesão inclusive de muitos
amigos de outras localidades.
Com a transformação do centro espírita que funcionava na casa de Juca
Andrade em Associação Espírita Jesus e Caridade, graças à doação do terreno por
Isaac Tibúrcio Valeriano (irmão de Leontina Patelli), e do grande valor em
dinheiro doado por Dona Vitorina Joaquina Rosa, houve maior engrandecimento do
Espiritismo em Mogi Mirim.
As amplas instalações da Associação Espírita Jesus e Caridade serviram
de local aberto ao público para a união dos espíritas, estabelecendo relações fraternas
entre as famílias espíritas e criando a oportunidade para que as reuniões e as
atividades espíritas fossem retiradas de dentro das próprias residências.
Então, o movimento espírita floresceu de maneira surpreendente em Mogi
Mirim, sustentado pelas obras de caridade e as reuniões e atividades espíritas
realizadas de portas abertas ao público, beneficiando muito moradores da cidade
e contradizendo os preconceitos que eram espalhados por alguns na época.
Nos Estatutos da Associação Espírita Jesus e Caridade, aprovados em
Assembleia Geral realizada em 12 de março de 1934, consta os seguintes nomes e
cargos dos Fundadores e Diretores pioneiros:
Vitorina Joaquina Rosa = Fundadora.
Rafael Jannini = Fundador.
Leopoldo Ladeira = Presidente.
Isaac Tibúrcio Valeriano = Vice-Presidente.
Jonas de Oliveira Cintra = Primeiro Secretário.
Heitor Moura = Segundo Secretário.
Antonio Moi = Tesoureiro.
Joaquim Antonio Oliveira = Procurador.
Lino Patelli = Fiscal.
5.6 – HOMENAGEM A ISAAC TIBÚRCIO VALERIANO, LEONTINA E LINO PATELLI
Vimos como a partir das atividades espíritas mantidas na casa de Lino e
Leontina Patelli decorreram o fortalecimento e a expansão do Espiritismo em
Mogi Mirim.
Eles tomaram a decisão de organizar os primeiros trabalhos espíritas em sua
própria residência; propagaram e defenderam o Espiritismo, orientando e
ajudando muitas pessoas e eliminando preconceitos; exemplificaram o modo de
fazer reuniões e sessões espíritas, servindo de modelo para outros espíritas;
beneficiaram muitas pessoas com os trabalhos de caridade; estimularam a união dos
espíritas da localidade; e apoiaram o surgimento de novos centros espíritas,
engrandecendo o movimento espírita florescente.
Além disso, com coragem, sabedoria e bondade enfrentaram polêmicas e
controvérsias, pois tinham convicções em suas crenças e fé; defenderam a
liberdade religiosa; esclareceram os princípios espíritas que eram mal
interpretados, contestados e até mal vistos, principalmente em decorrência dos
medos que eram difundidos por alguns religiosos; empregaram a mediunidade para
o bem e em favor do próximo; atraíram pessoas esclarecidas para o movimento espírita;
e estimularam o crescimento do Espiritismo na cidade.
Portanto, nesta oportunidade, deixamos não só a Isaac Tibúrcio Valeriano
a nossa reverência, pelo que foi descrito anteriormente. Também ao casal Lino e
Leontina Patelli prestamos esta homenagem e este preito de admiração e respeito
pelas suas importantes realizações espíritas já citadas.
A esses três espíritas pioneiros externamos e tornamos público, com este
artigo, o nosso espírito de gratidão por tudo o que fizeram em favor das
pessoas e do movimento espírita florescente, com seus trabalhos, iniciativas e
obras espíritas que beneficiaram a muitos.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
PSICOGRAFIAS DOS MÉDIUNS ROGÉRIO HENRIQUE LEITE, MARLI MANSINI E KÁTIA DE SOUZA, EM MOGI MIRIM-SP
PSICOGRAFIAS DOS MÉDIUNS
ROGÉRIO HENRIQUE LEITE, MARLI MANSINI E KÁTIA DE SOUZA, EM MOGI MIRIM-SP.
Geziel Andrade
FOTO 1: Início dos trabalhos
de psicografia dos médiuns Rogério, Marli e Kátia.
FOTO 2: Os médiuns Rogério,
Marli e Kátia psicografando as cartas, mensagens e recados dos Espíritos aos seus
familiares.
FOTO 3: Público presente nos trabalhos de
psicografia dos médiuns Rogério, Marli e Kátia.
FOTO 4: A médium Kátia de Souza lendo e entregando aos
destinatários as cartas que psicografou.
FOTO 5: Foto de encerramento
dos trabalhos de psicografia: Luiz, Kátia, Sara, Murilo, Amélia, Geziel,
Rogério, Sueli, Marli, Cleide, Ismael e Elena.
A Associação Espírita Jesus
e Caridade, de Mogi Mirim-SP, recebeu, nos dias 6 e 7 de junho de 2014, a
visita dos notáveis médiuns Rogério Henrique Leite e Marli Mansini, de
Lorena-SP, (blog oficial: www.cartaconsoladora.blogspot.com)
e Kátia de Souza, de São Paulo-SP, acompanhada de seu pai Luiz Carlos e de sua
mãe Elena Américo de Souza.
Essa agradável visita
fraterna, em atendimento ao convite que lhes havia sido formulado, tornou-se
muito instrutiva, com a palestra que o médium Rogério realizou na Associação,
na noite do dia 6 de junho, sobre a mediunidade, transmitindo às pessoas presentes
seus conhecimentos e suas dificuldades, vivências e experiências pessoais
acerca do assunto.
No dia 7 de junho, no
período da manhã, cerca de 150 pessoas, inclusive de diversas cidades do
Estado, solicitaram, individualmente, aos médiuns, notícias de seus familiares
desencarnados. No período da tarde, o movimento espírita da localidade foi
agraciado com a sessão pública de psicografia, para a recepção das cartas
consoladoras e mensagens dos Espíritos aos seus entes queridos.
Então, houve a esperada afirmação
da manutenção das afeições, mesmo com a morte do corpo material, amenizando as
saudades, comprovando a imortalidade da alma com todas as suas faculdades e
dando informações claras sobre a continuidade da sua vida no mundo espiritual.
Esse trabalho mediúnico
consolador, intitulado de “carta consoladora”, teve início com o médium Chico
Xavier, que dizia que “o telefone só toca de lá para cá”, e continuidade com os
médiuns Carlos A. Baccelli, Celso de Almeida Afonso, Robson Pinheiro, dentre
muitos outros.
No final da tarde, as emoções
muito fortes dominaram as centenas de pessoas presentes na reunião espírita
aberta ao público. Os médiuns passaram a ler as mais de vinte cartas, mensagens
e recados recebidos dos Espíritos e os entregar aos seus destinatários
queridos, sob as lágrimas de alegria, os aplausos e cumprimentos pela fácil identificação
do Espírito e evidente autenticidade do teor da mensagem. Estavam presenciando não
só acontecimentos felizes, mas também fatos surpreendentes e muito acima das suas
expectativas iniciais.
PUBLICAÇÃO DE TRÊS CARTAS
CONSOLADORAS RECEBIDAS PELO MÉDIUM ROGÉRIO H. LEITE
Dentre as mais de duas
dezenas de cartas psicografadas pelos três médiuns, publicamos, a seguir, três
delas, que obtivemos dos destinatários a necessária autorização para
publicação. Elas foram psicografadas pelo médium Rogério H. Leite. As cópias dos
originais das demais cartas estão servindo para estudos doutrinários na
Instituição, despertando profundas reflexões religiosas, filosóficas e morais
sobre a complexa e grandiosa dimensão da vida imortal da alma, no contexto da
Obra de Deus.
1 - A CARTA DO ESPÍRITO JUCA
DE ANDRADE AOS SEUS NETOS SUELI, AMÉLIA E GEZIEL
Queridos netos Sueli, Amélia
e Geziel.
O Senhor esteja conosco!
Aqui estou me servindo dos
singelos recursos mediúnicos do amigo que se dispôs a colaborar, para que eu
lhes trouxesse uma palavra, um breve recado de saudade e incentivo a vocês e
todos os nossos.
Nossos queridos Zeca e Maria
José participam conosco desta reunião de preces.
Graças a Jesus, as sementes
que nos foram confiadas há décadas abriram-se num roseiral de atividades
redentoras.
Nós sabemos que ao longo dos
anos nós fomos os verdadeiros beneficiados nesta gleba de amor e caridade, pois
o primeiro beneficiado é sempre aquele que atende e socorre em nome do nosso
Mestre.
Compreendo que investir no
bem não é tarefa fácil, especialmente quando a rotina familiar nos exige a sua
justa cota de tempo e atenção, além das circunstâncias adversas que
costumeiramente nos cobra uma taxa a mais de testemunho na Seara que, em
verdade, pertence ao Cristo.
Vocês e todos os nossos
familiares, amigos e voluntários sabiam que não seria fácil, mas com Jesus tudo
é possível.
Assim como alguns irmãos são
arrebatados pela dor e pelo cansaço ao longo do caminho, outros irmãos surgem,
e haverão de surgir, estendendo a sua mão generosa, para que a obra prossiga
sem maiores alterações; que sejam as que tragam consigo o dinamismo e a
perseverança.
O meu coração inclina-se
devedor aos seus esforços, a você Geziel, por perpetuar em algumas linhas a
memória deste homem simples que apenas ouviu o chamado de Jesus e saiu a semear
sem perda de tempo. Devemos a você o incentivo e a atenção para com todos os
nossos.
À nossa Sueli, o
discernimento e a temperança necessária para conduzir as tarefas com destemor e
galhardia.
À nossa Amelinha e ao
Murilo, a parceria ideal que conjuga idealismo e dedicação efetiva. Irmãos que
se doam por amor indistintamente, tal qual o roteiro Evangélico.
Quanto ao Lar Maria de Nazaré,
continua sendo a manjedoura humilde e acolhedora dos diletos de Jesus, no dizer
de nossa Benfeitora Meimei.
O Albergue, atenuando a
aflição do viajor cansado, gotejando amparo e esperança.
O Abrigo, abrasando os
corações enregelados de muitos irmãos que sentem na própria alma a deserção dos
próprios familiares a quem dedicaram a vida de suas vidas.
O CAPS, nestes tempos em que
os tóxicos alienam e desequilibram as mentes menos vigilantes, prestará
relevantes serviços à comunidade que clama por socorro e arrimo.
Quanto à Casa Espírita que norteia
os nossos ideais, sou de opinião que o incentivo e a preparação de tarefeiros
que se dediquem ao trabalho de atendimento fraterno aos irmãos que visitam a
Casa pela primeira vez, em busca de uma palavra amiga, serão de bom alvitre,
para que, nestes tempos difíceis, as almas cansadas e tristes encontrem nesta
Casa um lar que possa acolhê-las.
Peço a vocês que pensem no
assunto.
O estudo da Doutrina é
imperioso para o processo da reforma íntima dos que almejam a vitória sobre
suas próprias mazelas; mas a dedicação no atendimento fraternal aos que visitam
nossa Casa representa o amor em movimento, através da solidariedade cristã.
Recordando aqui os tempos em
que em minha própria residência, com muita satisfação, dedicava-me, ao lado de
nossa Carmela, a esta tarefa que para mim representava uma oportunidade a mais
de aprendizado.
Hoje sei que nossa Helen,
junto a Jesus, foram minhas fontes de inspiração, Graças a Deus.
Por hoje devo encerrar estas
linhas, já que se trata de um breve recado, enquanto outros deverão se dirigir
mais intimamente a seus familiares.
Meus netos e familiares, os
recursos dos quais me valho no momento não são os mesmos do nosso querido Chico
Xavier, que muitos imaginam estar residindo em colônias distantes do sofrimento
humano, quando, na verdade, eu sei que está tão próximo do povo sofredor, como
antes. Estou me servindo de um amigo novo, que faz o possível para atender os
meus anseios.
Sei que, beijando o coração
de vocês, o coração de nossa Célia, estarei beijando o coração de todos
trabalhadores e assistidos deste lar de bênçãos, bem como o coração de todos
nossos familiares.
Rogo a Jesus que abençoe
nossa Mogi Mirim, abençoando toda sua comunidade.
Sempre de vocês,
Juca Andrade
José Antonio Andrade Júnior.
NOTAS EXPLICATIVAS:
1 – Juca de Andrade foi um
trabalhador espírita muito conhecido em Mogi Mirim e cidades vizinhas, pelas
boas obras que realizou.
2 – Zeca e Maria José são os
pais, já desencarnados, de Sueli, Amélia e Geziel. Zeca era o apelido de José
Andrade, filho de Juca.
3 – Geziel reuniu em um
livreto, para divulgação, a vida e obra de Juca de Andrade.
4 – Carmela, esposa de Juca,
sempre o acompanhou em suas tarefas doutrinárias, bem como na ajuda fraterna prestada
aos que os procuravam, a qualquer hora, mesmo em sua residência na Rua Padre
Roque.
5 – Helen, filha já
desencarnada de Juca e Carmela, mereceu dos pais dedicação especial e cuidados
intensos, pela enfermidade que portava.
6 – O Espírito de Juca
dirigiu a seus familiares uma extensa e pormenorizada carta através da
mediunidade de Chico Xavier, dando-lhes detalhes abrangentes do seu processo de
desencarnação, bem como da continuidade da sua vida no Além. Essa mensagem foi
publicada em inúmeros informativos espíritas.
7 – Célia, neta de Juca, estava
presente na sessão de psicografia e havia pedido ao médium notícias a respeito
de seu avô Juca, seu pai Ayrton e sua sogra.
DEPOIMENTO DE GEZIEL
ANDRADE: Reconheço a identidade do Espírito de meu avô Juca nesta mensagem
recebida pelo médium Rogério. Ele ocupa a posição de guia da família e diretor
espiritual da Associação Espírita Jesus e Caridade, com a autoridade moral que
sempre teve para nos orientar e nos dirigir conselhos valiosos. Mas, a
autenticidade desta mensagem está muito mais evidente na expressão do mesmo espírito
humilde, fraterno e cristão que sempre marcou a vida e as obras de meu avô
Juca. A prática da humildade e da caridade cristãs foram características
marcantes em Juca Andrade.
2 - A CARTA DO ESPÍRITO VERA
ROMERO BAZANA A SEU EX-ESPOSO MURILO
Querido Murilo
Jesus nos abençoe nesta
tarde de bênçãos!
Aqui estou na condição de
sua irmã para entregar a você e a nossa Amelinha o meu coração agradecido.
Deus nosso Pai colocou você
no lugar certo e com a pessoa certa para retomar o livro de sua história.
Se em preces você questionar
a Deus, por certo Ele responderá, e que você Murilo somente ouvirá na acústica
de sua alma.
Quarenta e três anos de
dedicação a uma companheira, a filhos e netos, credenciaram você à tarefa que
hoje realiza com Jesus ao lado da companheira que ele colocou em seu caminho
para que, ao invés de um homem triste, você resgatasse a esperança de ser feliz
novamente.
Ser feliz, fazer feliz sua
nova companheira e ambos de mãos dadas, fazerem muitos filhos do coração
felizes!
Este é o desejo de Deus e o
seu momento meu querido.
Por aqui vou bem, procurando
inspirar nossos filhos e netos, e sempre que possível compartilhando com vocês
das tarefas de amor que ambos abraçaram.
O amor, quando verdadeiro,
tende a universalizar-se; é o que ocorre com o homem que aspira pela sua
sublimação.
Agradeço a você Amélia por
cuidar do Murilo; desejo que ele a faça feliz, tão feliz quanto você é
merecedora, e que este amor que os uni, seja revertido em boas obras na Casa de
Deus.
Às vezes, contemplo o olhar
dos dois em direção ao irmão sofredor.
Olhar de misericórdia e
compaixão; isto também é sinônimo de amor.
Murilo, estou enviando
através de você, o meu carinho aos nossos Alexandre, Daniel, Rogério, ao
Felipe, ao Marcos Paulo, ao Lucas e muitos que vão aumentando, como é o caso da
princesinha Rafaela e outros que estão chegando.
As minhas preces ao meu Pai
Antônio; preces da Mãe Floriza, a todos.
Beijos no coração de amigos e
familiares.
O irmão Juca Andrade pede
que lhe diga que está cuidando de sua irmã, enquanto você cuida do evento.
Jesus nos abençoará a todos.
Beijando o seu coração digno,
Beijo o coração amoroso de
nossa Amélia.
Vera Romero Bazana
DEPOIMENTO DE MURILO
INACARATO BAZANA: Murilo e Vera estiveram juntos em 3 anos de namoro/noivado e
40 anos de casados. Desse casamento nasceram 3 filhos: Alexandre, Rogério e
Daniel. Destes nasceram 3 netos: Felipe, Lucas e Marcos Paulo, sendo que este
último reside em Alfenas-MG.
Quando Vera diz: “contemplo
o olhar dos dois em direção do irmão sofredor”, refere-se ao trabalho que
Murilo e Amélia realizam como parte da direção da Associação Espírita Jesus e
Caridade.
Princesinha Rafaela é a
netinha de Amelinha que adotou, desde pequenina, Murilo como avô. (Imagino que
seja reflexo de vidas passadas, pois é um amor de primeira grandeza.)
Antonio e Floriza foram os
pais biológicos, hoje desencarnados, de Vera. Não foram pais assumidos.
O Espírito Juca, enquanto
aconteciam os eventos, cuidava da irmã de Murilo, pois estava internada em UTI,
em São Paulo, por ter sofrido um AVC.
3 - CARTA DO ESPÍRITO OSMAR A SUA EX-ESPOSA SANTA CAMARGO
HERNANDES
Santa
Jesus permite e na condição de quem se esforça para tomar
da caneta, aqui estou sob o auxílio de Benfeitores amigos que tudo fazem para
que eu possa lhes oferecer algo de mim neste ditado escrito às pressas.
Sei que preciso aliviar o seu coração, o coração de
nossas filhas, aliviando o meu próprio coração, consequentemente.
Sei das atribulações que vivemos, levando em conta o
início de nossa convivência um tanto tumultuada, em virtude do gênio difícil
que aos poucos despontava, transformando o seu Osmar, não naquele companheiro a
quem você um dia entregou o seu coração. Mas numa personalidade um tanto
egoísta, capaz de infringir a você sofrimentos e humilhações, as quais você
ainda não pode esquecer.
Lamento por tudo.
Deveria ter sido o companheiro que você esperava e o pai
ideal às nossas filhas.
Reconheçamos, entretanto, que fui um homem comum,
atrelado aos meus próprios conceitos de vida, sem dar ouvido às vozes
contrárias, ainda que estas vozes me chamassem a atenção para a prudência e a
temperança.
Sei que você relutou, ou melhor, protelou o quanto pode a
nossa separação.
Penso que procedera assim em virtude das meninas.
Sei que foi impossível prosseguir ao meu lado.
Eu precisava permitir que você vivesse, fosse feliz.
Não guardo mágoa ou ressentimento algum, quanto a isso.
Quanto ao fato de eu ter me entregado de vez à bebida,
após a nossa separação, isto iria ocorrer mais cedo ou mais tarde.
Exagerei, fui imprudente e infeliz no trato com a saúde.
Não dê ouvidos aos que disserem que passei a beber a mais
em virtude de nossa separação.
Se alguém precisa pedir perdão a você e às meninas sou
eu.
Reconheçamos que um intercâmbio desta natureza não é algo
simples.
Alguns sensitivos podem ter sentido a minha presença; a
presença de alguém que desejava apaziguar a sua própria consciência. Pena que
desvirtuara o meu pensamento.
Você não me deve nada.
Perdoa por não ter valorizado o lar, que juntos
constituímos.
Que nossa Letícia compreenda hoje as palavras do seu pai,
amenizando o seu gênio e o seu coração no trato com você.
Filha, no lugar de sua mãe, você teria feito o mesmo.
Quantos homens têm sobre a Terra tanto para acertar e não
se empenham neste sentido, achando-se donos da verdade.
Recebam Letícia e Lisandra o carinho deste Pai que, do
outro lado da vida, está se reabilitando.
Santa, desejo que o ditado pobre que pude lhe entregar
devolva a paz ao seu coração.
Se rezar, não me esqueça em suas preces.
Aceita o que de melhor posso lhes oferecer no momento: o
desejo de ser melhor no porvir.
Osmar Hernandez
Osmar Hernandez
Assinar:
Postagens (Atom)





